
O Campeonato Brasileiro de 2023 se tornou palco de reviravoltas marcantes, mas nenhuma se compara à montanha-russa emocional vivida pelo Botafogo. O clube, outrora líder com uma vantagem confortável de 13 pontos, agora se encontra em segundo lugar, observando o Palmeiras erguer a taça eminente a apenas duas rodadas do encerramento.
A mídia internacional ecoa a derrocada alvinegra, transformando o infortúnio do Botafogo em manchetes ao redor do mundo. Jornais de diversas nações ressaltaram a queda do time em 2023. Enquanto alguns limitaram-se a reportar o surpreendente empate com o Coritiba, outros detalharam toda a trajetória que culminou nesse desfecho.
No "A Bola", de Portugal, a saída de Luís Castro e o envolvimento de Cristiano Ronaldo foram destacados como elementos-chave para explicar a crise do clube. Confira algumas das principais manchetes sobre o desempenho alvinegro:
Botafogo falha em vencer de novo e se aproxima de completar uma das piores pipocadas da história.
Insólito! Botafogo ganhava no final e empataram na última.
É essa a maior entregada da história do futebol? O clube brasileiro Botafogo estava 14 pontos no topo, porém venceu apenas dois dos últimos 15 jogos, incluindo uma sequência de colapsos nos minutos finais, e destruiu a liderança.
A Lamentável Derrocada do Botafogo
Tiago Nunes, o treinador do Botafogo, expressou sua frustração diante do recente desempenho do time. Após o gol aos 51 minutos seguido de um empate aos 52, o técnico busca reerguer o ânimo da equipe para as duas rodadas finais.
Nossa equipe está desolada. Muitos dos jogadores vivem pela primeira vez a experiência de disputar um título, de estarem no protagonismo. A experiência se adquire vivendo. Precisamos aprender a fechar os jogos, a controlar o desfecho das partidas.
O desfecho da temporada para o Botafogo não poderia ser mais sombrio. Não foi uma derrota, tampouco uma goleada. O destino reservou um empate agonizante, conquistado com um pênalti aos 50 minutos do segundo tempo, apenas para sofrer o empate logo em seguida. O vazio tomou conta do Botafogo após o 1 a 1 contra o Coritiba na última quarta-feira. Uma dolorosa produção coletiva de sofrimento, com diversos protagonistas.
No entanto, o futebol, por mais cruel que possa parecer, ainda reserva alguma esperança. Existe a possibilidade, ainda que remota, de o Botafogo vencer as duas partidas finais e conquistar seu primeiro troféu nacional desde 1995. Este time redefiniu o conceito de sofrimento para uma torcida historicamente marcada pelo pessimismo. Mas há acontecimentos que ultrapassam os limites até para o Botafogo.
O repórter João Pedro Fragoso revelou no GLOBO que a série de resultados desastrosos na Série A levou o time a ser tema frequente em sessões de terapia, sendo discutido até por profissionais da psicologia. Esta matéria foi publicada também aqui no nosso portal.
Desde então, o Botafogo entrou em campo duas vezes, proporcionando mais motivos para frustração, desapontamento e uma extensa lista de sentimentos indesejáveis. Um enredo de ficção que, se tentasse prever empates angustiantes nos momentos finais contra Santos e Coritiba, seria considerado inverossímil. Principalmente após as viradas épicas permitidas em casa pelo Palmeiras e Grêmio.
A realidade do Bota é mais estranha do que a ficção. A ponto de, ainda sob os efeitos do gol de empate do Coritiba, receber a seguinte mensagem de um torcedor do Vasco — sim, do Vasco, lutando para evitar o sexto rebaixamento em 15 anos: "Sinto pena do Botafogo. Como explicar isso?".
Não é algo trivial. Vasco e Botafogo são rivais há um século, o Vasco está em 16º no Campeonato Brasileiro, correndo sério risco de cair para a Série B, enquanto o Botafogo está em segundo, já com vaga assegurada para competições internacionais no próximo ano. Mesmo entre torcedores de outros times, é fácil encontrar compaixão pelo declínio do Botafogo. Até entre torcedores do Santos, há quem deixe de lado a final de 1995 para lamentar a situação.
Após devastar emocionalmente seus torcedores nas últimas semanas, o Botafogo agora coloca à prova a capacidade de seus dirigentes, responsáveis por uma série de decisões questionáveis neste ano. Com a Copa Libertadores no horizonte, os mesmos jogadores que lideraram a Série A por 30 rodadas despertam agora as piores sensações na torcida. O desalento de 2023 não deveria permear o ano seguinte.
A trajetória do Glorioso no Campeonato Brasileiro de 2023 não será esquecida facilmente. Resta saber como o clube lidará com esse capítulo doloroso e como se reerguerá para os desafios futuros.















