O Botafogo vive dias de extrema tensão nos bastidores. O anunciado aporte de US$ 50 milhões (R$ 264 milhões) prometido por John Textor para esta semana está sob forte suspeita. De acordo com informações recentes, o montante não seria um investimento direto de capital, mas sim um empréstimo com juros abusivos.
A situação financeira do Alvinegro em 2026 é delicada. O clube enfrenta processos na Fifa, ameaças de transfer ban e mudanças drásticas no comando da Eagle Football. Para o torcedor, a pergunta é uma só: o Glorioso está seguro ou caminha para uma crise de crédito sem precedentes?
O que está acontecendo com o aporte de John Textor?
O dinheiro chegaria em duas etapas. Primeiro, US$ 20 milhões. Depois, outros US$ 30 milhões. O problema central reside nas cláusulas contratuais. Segundo o jornal "O Globo", os juros são tão elevados que a dívida poderia dobrar em apenas quatro meses. Isso coloca a SAF em uma posição vulnerável.
Além disso, a garantia para o pagamento desses valores seria a venda de jogadores. Isso significa que o talento do elenco atual pode ser sacrificado para quitar um empréstimo de curto prazo. Dentro da SAF, o clima é de divisão entre quem vê isso como "processo natural" e quem teme o fim da austeridade financeira.
O Raio-X das Dívidas e Prazos
Abaixo, organizamos os principais compromissos financeiros que o Botafogo precisa sanar com urgência para evitar sanções esportivas maiores.
| Credor / Origem | Valor Devido | Status Atual | Consequência |
| Vélez Sarsfield | US$ 2,85 milhões | Condenado pela Fifa | Multa de US$ 150 mil |
| Atlanta United | US$ 30 milhões | Em negociação | Transfer Ban ativo |
| Aporte Textor | US$ 50 milhões | Expectativa de entrada | Empréstimo com juros altos |
O drama do Transfer Ban e o caso Álvaro Montoro
O Botafogo não pode registrar novos jogadores. O motivo principal é a dívida com o Atlanta United (MLS). No entanto, novos problemas surgiram com o Vélez Sarsfield. O tesoureiro do clube argentino, Gabriel Peornedo, confirmou que o Botafogo não pagou nenhuma parcela da compra do jovem Álvaro Montoro.
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Parcela 1: US$ 1,5 milhão (vencida em agosto).
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Parcela 2: US$ 1 milhão (vencida em dezembro).
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Multa: A Fifa já aplicou uma penalidade de US$ 150 mil pelo atraso.
Essa postura de inadimplência dificulta a credibilidade do clube no mercado sul-americano, justamente em um momento onde reforços como Cristian Medina estão apalavrados, mas impedidos de assinar.
Mudanças na Eagle Football: Textor assume controle total
Enquanto lida com as dívidas, John Textor promoveu uma "limpeza" na Eagle Bidco, empresa que controla a SAF do Botafogo. Os diretores Hemen Tseayo e Stephen Welch renunciaram (ou foram demitidos) nesta segunda-feira (26/1).
Textor agora é o único membro do conselho. O objetivo é claro: ter controle absoluto para votações estratégicas que ocorrerão na França. Essa centralização de poder pode ser vista de duas formas. Por um lado, agiliza decisões. Por outro, elimina o sistema de pesos e contrapesos que investidores independentes poderiam exercer sobre as finanças do clube.
Por que a saída dos diretores importa?
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Agilidade: Textor pode assinar novos empréstimos sem oposição.
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Risco: Menos transparência nas garantias oferecidas (como o passe de atletas).
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Investidores: Pode abrir espaço para parceiros da FuboTV entrarem no negócio.
Análise Crítica: O impacto no Planejamento do Botafogo
Como especialista, vejo o Botafogo em uma encruzilhada perigosa. O modelo de SAF foi vendido como a solução para as dívidas asfixiantes, mas o que vemos agora é a substituição de dívidas cíveis por dívidas financeiras de alto custo.
Se o aporte de US$ 50 milhões não se concretizar ou se os juros corroerem o orçamento, o Botafogo terá que vender suas principais joias a preço de banana para honrar os compromissos. O técnico Anselmi trabalha hoje com uma "lista de espera". Atletas como Villalba, Ythallo e Wallace Davi estão treinando, mas não podem jogar.
O planejamento "B", que envolve usar a base, é louvável, mas insuficiente para as pretensões de um clube que busca títulos em 2026. A dependência excessiva do fluxo de caixa pessoal de John Textor é o maior gargalo da SAF atual.
Reforços aguardando o fim do bloqueio da Fifa
Atualmente, cinco jogadores vivem a ansiedade de poder entrar em campo. Caso o acordo com a MLS (pagamento em 3 parcelas de US$ 10 milhões) avance, estes nomes serão inscritos:
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Ythallo e Riquelme (Zagueiros)
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Jhoan Hernández (Lateral-esquerdo)
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Wallace Davi (Volante)
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Lucas Villalba (Atacante)
Além deles, a negociação com Cristian Medina, do Estudiantes, segue "congelada" até que o dinheiro de Textor mude o status do clube na Fifa.
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