O Botafogo enfrentou o Vasco neste domingo (8/2) em um clássico marcado pelo gramado pesado e pelo uso estratégico de uma equipe alternativa. Já classificado em primeiro lugar no Grupo B para as quartas de final do Campeonato Carioca, o técnico Martín Anselmi optou por poupar os principais jogadores, visando o calendário apertado que inclui Fluminense, Flamengo e a estreia na Libertadores.
Mesmo com a derrota por 2 a 0 em São Januário, o saldo para o Alvinegro foi considerado positivo pela comissão técnica. O objetivo principal era evitar lesões no "pasto" em que se transformou o campo após as fortes chuvas e dar rodagem aos meninos do sub-20. Com a liderança garantida, o Glorioso agora projeta o clássico contra o Flamengo nas quartas de final, em pleno domingo de Carnaval.
Análise: O planejamento de Anselmi acima do resultado
No futebol moderno, e especialmente no cenário brasileiro de 2026, a gestão de elenco é o que separa os campeões dos times que morrem na praia. O Botafogo deu uma aula de pragmatismo. Entrar em um clássico com um time quase inteiramente formado por jovens poderia parecer arriscado para os mais conservadores, mas foi a decisão mais lúcida possível.
O estado do gramado de São Januário era deplorável. Com poças que travavam a bola e aumentavam o risco de torções, expor estrelas como Luiz Henrique ou Almada seria um erro amador. Anselmi priorizou a integridade física. Ao sair de campo sem novos nomes no departamento médico, o Botafogo venceu a sua batalha interna, independentemente do placar luminoso.
O impacto da expulsão e o teste para a base
A expulsão de Marquinhos ainda no primeiro tempo mudou o desenho da partida. Jogar com um a menos, sob chuva e contra o time titular do rival, foi um batismo de fogo para nomes como Jordan Barrera e Kauan Toledo. Embora o placar de 2 a 0 tenha sido construído com gols de Brenner e Philipe Coutinho, a postura defensiva do time B do Glorioso mostrou que há profundidade no elenco para competições longas.
Estatísticas e Detalhes da Partida: Vasco 2 x 0 Botafogo
| Detalhe | Informação |
| Data e Hora | 08/02/2026 às 18h30 |
| Local | São Januário (Gramado alagado) |
| Árbitro | Yuri Elino Ferreira da Cruz (Nota baixa pela atuação) |
| Público Total | 15.547 presentes |
| Gols | Brenner (4'/2ºT) e Philipe Coutinho (17'/2ºT) |
| Cartões Vermelhos | Marquinhos e Allan (Botafogo) |
O jogo: Entre poças e polêmicas regulamentares
A partida começou com 30 minutos de atraso. A drenagem falha de São Januário transformou o campo em um obstáculo adicional. O Botafogo, cumprindo o regulamento da Ferj, relacionou poucos profissionais e deu espaço aos "Garotos do Nito".
Primeiro tempo de muita briga
O jogo foi tecnicamente pobre devido às condições climáticas. O Vasco tentou pressionar, mas parava na falta de ritmo e nas poças d'água. O lance capital da primeira etapa foi a expulsão de Marquinhos, que recebeu o segundo amarelo após um carrinho forte. Com dez em campo, o Botafogo se fechou e contou com uma defesa providencial de Bastos nos acréscimos para manter o zero no placar.
Segundo tempo e a superioridade numérica
No intervalo, Anselmi foi ainda mais radical na preservação, sacando Alexander Barboza, Matheus Martins e Nathan Fernandes. O Vasco aproveitou o cansaço dos jovens alvinegros.
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O primeiro gol: Aos 4 minutos, Brenner aproveitou sobra após cruzamento de Coutinho.
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O pênalti polêmico: Aos 15 minutos, o árbitro Yuri Elino marcou penalidade máxima de forma contestável em Brenner. Philipe Coutinho converteu.
Mesmo em desvantagem, o Botafogo não se entregou. Kauan Toledo quase descontou aos 30 minutos, mostrando a personalidade que Anselmi tanto exige dos atletas da base.
Próximos passos: O calendário de fogo do Glorioso
A derrota no clássico não altera em nada o cronograma do clube. O Botafogo já conhece seu caminho e ele é desafiador. A sequência de jogos testará a força do grupo e a inteligência da diretoria em equilibrar as competições.
Confira a agenda imediata:
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12/02 (Quinta): Fluminense x Botafogo (Maracanã) - Campeonato Brasileiro.
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15/02 (Domingo): Botafogo x Flamengo (Nilton Santos) - Quartas do Carioca.
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18/02 (Quarta): Nacional Potosí x Botafogo (Bolívia) - Estreia na Libertadores.
O desafio da altitude
O jogo contra o Nacional Potosí é a prioridade absoluta. A logística para jogar na Bolívia é complexa e exige que os jogadores estejam no auge de sua capacidade respiratória e física. Por isso, a decisão de poupar contra o Vasco se mostra ainda mais acertada sob a ótica de um Especialista em SEO e performance esportiva: o clube gerou conteúdo, cumpriu tabela e protegeu seu maior ativo.
A polêmica das torcidas em São Januário
Um ponto que gerou revolta na diretoria alvinegra foi a carga de ingressos. O regulamento da Ferj prevê torcida dividida em clássicos, mas apenas 10% da carga foi destinada aos botafoguenses. Essa quebra de protocolo, somada ao estado do gramado, reforça a postura do Botafogo de tratar o jogo como um laboratório, não como uma prioridade de vida ou morte.
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