O Botafogo empatou em 1 a 1 com o Coritiba na tarde desta segunda-feira (12/10/2026), no Estádio Couto Pereira, em duelo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Tiago Cóser abriu o placar para os donos da casa após desvio contra de Marçal, enquanto o volante Danilo deixou tudo igual para o Alvinegro ainda na etapa inicial. Com o resultado, o Glorioso somou seu primeiro ponto sob o comando do técnico Tite (representado à beira do gramado pelo auxiliar Matheus Bachi devido a suspensão).
O placar mantém o Botafogo na 13ª colocação da tabela de classificação do Brasileirão, alcançando os 36 pontos e sustentando uma vantagem de quatro pontos em relação à zona de rebaixamento. O Alvinegro volta a campo no próximo sábado (17/10), às 18h, quando recebe a lanterna Chapecoense no Estádio Nilton Santos.
O cenário no Couto Pereira: pressão mútua e pragmatismo alvinegro
Entrar em campo no Couto Pereira em uma tarde de segunda-feira com a corda no pescoço nunca é uma tarefa simples. Vindo de duas derrotas consecutivas e vendo a aproximação incômoda do Z-4, o Botafogo pisou no gramado em Curitiba sabendo que qualquer deslize transformaria a pressão sobre a comissão técnica em uma crise aberta.
Auxiliado da cabine de imprensa por Tite — suspenso após a expulsão no clássico contra o Vasco —, Matheus Bachi promoveu ajustes estruturais no meio-campo. A escalação trouxe mais rodagem e experiência ao setor central, priorizando o preenchimento de espaços e o controle do ritmo em detrimento da agressividade ofensiva desenfreada.
O jogo começou aberto. Logo aos dois minutos de bola rolando, o ataque carioca reclamou de uma penalidade máxima não assinalada sobre Matheus Martins. A arbitragem de Matheus Delgado Candançan mandou o jogo seguir, estabelecendo o tom do primeiro tempo: partidas truncadas, disputas ríspidas pelo alto e constantes idas ao VAR.
Primeiro tempo agitado: falha defensiva, gol anulado e o brilho de Danilo
Se a proposta botafoguense era ter controle, a bola parada defensiva voltou a ser o calcanhar de Aquiles do time. Aos 20 minutos, em cobrança de escanteio executada por Josué, Tiago Cóser subiu soberano. A bola desviou em Marçal e tirou qualquer chance de reação do goleiro Gabriel Batista, decretando o 1 a 0 para o Coritiba.
A reação alvinegra foi rápida, mas expôs um dos maiores problemas individuais do elenco atual: a fase de Arthur Cabral.
Cronologia dos gols e lances capitais:
• 20' 1ºT: Gol do Coritiba (Tiago Cóser desvia, bola rebate em Marçal e entra)
• 24' 1ºT: Gol de Danilo anulado pelo VAR (Falta de Arthur Cabral em Jacy)
• 34' 1ºT: Gol do Botafogo (Danilo chuta de fora, bola desvia e mata Pedro Morisco)
• 32' 2ºT: Substituição (Saída de Arthur Cabral para a entrada de Tiquinho Soares)
Quatro minutos após sofrer o gol, Matheus Martins alçou bola na área. Arthur Cabral tentou uma jogada acrobática e Danilo aproveitou a sobra para estufar as redes. No entanto, o árbitro de vídeo acionou a checagem no monitor, que constatou um empurrão grotesco de Arthur Cabral sobre o defensor Jacy na origem da jogada. O tento foi anulado, aumentando a impaciência com o centroavante.
A justiça no placar veio aos 34 minutos. Em boa trama construída por Cristian Medina pelo centro, Arthur Cabral funcionou como pivô para a chegada de Danilo. O camisa alvinegra finalizou forte, a bola desviou novamente na marcação paranaense e venceu o goleiro Pedro Morisco, decretando o 1 a 1 no placar antes do intervalo.
Etapa final de pouca inspiração e demora nas substituições
Se o primeiro tempo entregou intensidade e chances reais para ambos os lados, o segundo tempo no Couto Pereira apresentou uma queda dramática no nível técnico. O Coritiba tentou rodar o elenco cedo para renovar o fôlego ofensivo, mas parou nas intervenções pontuais de Gabriel Batista — destaque para uma defesa espetacular com a ponta dos dedos em tentativa de bicicleta de Pedro Rocha.
Do lado alvinegro, chamou a atenção a passividade da comissão técnica para promover alterações. Mesmo com o setor de criação desgastado e Matheus Martins isolado pelas pontas, as primeiras trocas só ocorreram na reta final do confronto.
Aos 32 minutos da etapa complementar, Arthur Cabral finalmente deu lugar a Tiquinho Soares. Em apenas cinco minutos em campo, Tiquinho levou mais perigo do que o titular durante toda a partida, quase virando o jogo em cabeçada após cobrança de falta ensaiada por Alex Telles. No apito final, o 1 a 1 acabou refletindo o pragmatismo de um Botafogo que preferiu garantir um ponto fora de casa a se expor a um revés desastroso.
Análise crítica: O Botafogo de Tite encontrou o equilíbrio ou estacionou na mediocridade?
Analisar o ponto conquistado em Curitiba exige separar o resultado da atuação. Sob a perspectiva da tabela de classificação, somar um ponto fora de casa após duas derrotas consecutivas estanca o sangramento. Mantém o clube a quatro pontos da zona de rebaixamento e dá margem de manobra para o confronto direto contra a lanterna Chapecoense no Nilton Santos.
No entanto, do ponto de vista tático e de desempenho, a era Tite dá seus primeiros passos mostrando vícios perigosos:
1. A insistência danosa em Arthur Cabral
A atuação do camisa 9 alvinegro beirou o insustentável. Além de isolado tecnicamente, o atacante cometeu uma infração infantil que custou a anulação de um gol legítimo de Danilo. A diferença de postura e retenção de bola com a entrada de Tiquinho Soares na reta final escancarou que a titularidade de Cabral hoje se sustenta mais pelo investimento do que pelo rendimento em campo.
2. A vulnerabilidade na bola parada
O gol sofrido em escanteio aos 20 minutos não foi um fato isolado. O sistema defensivo montado por Matheus Bachi e Tite mostrou indecisão no tempo de bola e no posicionamento da primeira linha. Ferraresi e Marçal vacilaram na marcação zonal, obrigando Gabriel Batista a fazer milagres para evitar um prejuízo maior.
3. A dependência de Danilo e Alex Telles
Enquanto o ataque bate cabeça, o setor de sustentação do time é quem dita o ritmo. Danilo foi o grande nome da partida, demonstrando presença de área, poder de arremate e ocupação racional de espaço. Alex Telles, por sua vez, aliou consistência defensiva com a principal arma de criação da equipe: o passe longo e as bolas paradas.
Estatísticas e Notas da Partida
| Jogador | Posição | Nota | Destaque / Desempenho |
| Gabriel Batista | Goleiro | 6,0 | Defesas cruciais na etapa final; hesita em saídas de gol. |
| Vitinho | Lateral-Direito | 6,5 | Seguro defensivamente e boa opção no apoio. |
| Ferraresi | Zagueiro | 6,0 | Firme no jogo aéreo, mas batido no lance do gol do Coxa. |
| Marçal | Zagueiro | 6,0 | Atuação burocrática; infelicidade no desvio do gol adverso. |
| Alex Telles | Lateral-Esquerdo | 6,5 | Principal articulador de bolas paradas e cruzamentos. |
| Allan | Volante | 5,5 | Apenas correto na distribuição; faltou intensidade. |
| Danilo 🎖️ | Volante | 8,0 | O melhor em campo. Marcou dois gols (um validado) e liderou o time. |
| Cristian Medina | Meia | 7,0 | Cresceu no jogo quando atuou de frente para a baliza; iniciou a jogada do gol. |
| Ziyech | Ponta | 6,5 | Boa visão de jogo, mas pecou no arremate final. |
| Matheus Martins | Atacante | 6,0 | Errou na origem do escanteio do Coxa, mas buscou o jogo ativamente. |
| Arthur Cabral | Centroavante | 1,5 | O pior em campo. Anulou gol do próprio time com falta infantil e errou tudo. |
| Tiquinho Soares | Atacante | 6,0 | Entrou no fim e gerou mais perigo em 10 minutos do que o titular na partida toda. |
| Matheus Bachi / Tite | Técnico | 5,5 | Time mais equilibrado defensivamente, mas demorou a mexer no 2º tempo. |
Ficha Técnica: Coritiba 1 x 1 Botafogo
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Competição: Campeonato Brasileiro 2026 – 30ª Rodada
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Data e Horário: 12/10/2026 às 16h (de Brasília)
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Local: Estádio Couto Pereira, Curitiba (PR)
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Árbitro: Matheus Delgado Candançan (Fifa/SP)
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Assistentes: Thiaggo Americano Labes (SC) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
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Árbitro de Vídeo (VAR): Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
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Público e Renda: 26.439 presentes / R$ 969.062,00
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Cartões Amarelos: Bustos, Sebastián Gómez, Thiago Santos, Tiago Cóser e Rodrigo Gelado (CTB); Allan e Marçal (BOT)
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Gols: Tiago Cóser (21'/1ºT) para o Coritiba; Danilo (34'/1ºT) para o Botafogo.
Escalação do Coritiba: Pedro Morisco; Bustos (Tinga), Tiago Cóser, Jacy e Felipe Jonatan (Rodrigo Gelado); Thiago Santos (Nicolás Fonseca), Sebastián Gómez e Josué (Renato Marques); Lavega (Breno Lopes), Pedro Rocha e Paulo Roberto. Técnico: Fernando Seabra.
Escalação do Botafogo: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles; Allan (Domingos Andrade), Cristian Medina (Álvaro Montoro) e Danilo; Ziyech (Júnior Santos), Arthur Cabral (Tiquinho Soares) e Matheus Martins (Paulinho). Técnico: Matheus Bachi (auxiliar de Tite).
Tabela e Próximos Compromissos
Com 36 pontos somados e ocupando a 13ª posição, o Botafogo precisa aproveitar a sequência de jogos no Rio de Janeiro para afastar de vez qualquer fantasma de rebaixamento e tentar beliscar uma vaga na Copa Sul-Americana.
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Botafogo x Chapecoense – Sábado (17/10), às 18h – Estádio Nilton Santos (31ª Rodada)
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Internacional x Botafogo – Sábado (24/10), horário a definir – Beira-Rio (32ª Rodada)
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Por Thiago Guedes














