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Técnico Martín Anselmi gesticula na beira do campo durante clássico entre Botafogo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro 2026.
A Encruzilhada de Anselmi: Entre a Estética do Jogo e a Sobrevivência no Botafogo
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A Encruzilhada de Anselmi: Entre a Estética do Jogo e a Sobrevivência no Botafogo

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Analisamos por que a insistência tática de Anselmi pode custar caro antes da Libertadores. Veja estatísticas e bastidores.

Data Publicação:13/02/2026
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O revés de 1 a 0 para o Fluminense no Maracanã não foi apenas mais uma derrota em clássico; foi o sintoma exposto de um organismo que rejeita o transplante de ideias táticas sem o devido suporte de peças. Para o Botafogo, o ano de 2026 começou com uma promessa de modernidade sob o comando de Martín Anselmi, mas a realidade das quatro linhas entregou um time desequilibrado, fisicamente esgotado e taticamente confuso.

O que aconteceu nesta quinta-feira foi a prova de que o "futebol de posição" ou as "convicções inegociáveis" podem se tornar uma armadilha fatal quando o elenco é curto e o calendário brasileiro não perdoa. Anselmi é a ponta de um iceberg de problemas administrativos — que incluem transfer ban e brigas políticas — mas sua parcela de culpa cresce à medida que ele se recusa a ser pragmático.

O Diagnóstico do Caos: Por que o sistema de Anselmi não encaixa?

Como Jornalista Esportivo, é preciso olhar além do placar. O problema não é o 1 a 0, mas como o Botafogo chegou a esse resultado. O sistema de três zagueiros (ou saídas de três) com alas espetados exige uma compensação física que o atual elenco, devastado por lesões, não consegue entregar.

A descaracterização do DNA individual

No futebol moderno, a polivalência é uma virtude, mas a improvisação sistemática é um vício. Anselmi transformou o Botafogo em um laboratório de testes em pleno voo:

  • Vitinho e Alex Telles: São laterais que constroem melhor vindo de trás. Ao serem lançados como alas ou peças de meio, perdem o tempo de combate defensivo e chegam cansados no último terço.

  • A "Zaga de Volantes": Newton e Mateo Ponte têm a saída de bola, mas falta o "vício" do zagueiro de área. No gol do Fluminense, a falta de timing de bote e posicionamento corporal ficou nítida.

  • A Solidão Ofensiva: Atacar com apenas três homens fixos contra defesas bem postadas no Brasil é um convite ao isolamento. Artur e Álvaro Montoro, sem a verticalidade necessária, acabam retendo a bola onde não dói no adversário.

Estatísticas: O Raio-X da Ineficiência Tática

Para entender o impacto das escolhas de Anselmi, precisamos olhar os números que explicam por que o domínio de posse de bola (muitas vezes estéril) não se traduz em perigo real.

Comparativo de Performance: Clássico vs. Necessidade

Critério Desempenho no Clássico Ideal para o Sistema Anselmi
Posse de Bola 58% Acima de 60%
Finalizações Certas 2 Mínimo de 6
Gols Sofridos em Transição 1 0 (Sistema exposto)
Jogadores fora de posição 6 No máximo 2
Distância percorrida (Média) 11.2km Exige-se 12.5km para o esquema

O Drama do Elenco: "Não pode vender mais ninguém"

A declaração de Anselmi após o jogo soou como um pedido de socorro. Em 2026, com o Botafogo sob forte vigilância financeira, a perda de ativos como Allan e Danilo (que saíram lesionados) é catastrófica. O treinador foi honesto: ele não tem peças para substituir a altura.

Contudo, aqui entra a análise crítica do especialista: se você não tem os ingredientes para um jantar sofisticado, por que insiste em seguir a receita de um chef cinco estrelas em vez de garantir o "arroz com feijão" que sustenta?

O risco de "Morrer Abraçado" com a prancheta

Anselmi parece acreditar que o problema é a execução, não a estratégia. Ao dizer que "os jogadores precisam fazer o que treinamos", ele transfere a responsabilidade para um grupo que está no limite do estresse físico.

A insistência em manter o esquema contra o Flamengo, no domingo de Carnaval, pode ser o último prego em uma gestão que começou com esperança. O 4-2-3-1, que daria sustentação a Barboza e liberdade aos pontas, é clamado pela arquibancada, mas ignorado pelo banco de reservas.

Libertadores e Altitude: O Planejamento de Risco

A viagem para Potosí, na Bolívia, é o próximo grande desafio. Enfrentar 4.000 metros de altitude com um time que já apresenta fadiga muscular em fevereiro é uma decisão de alto risco.

  1. A Divisão do Elenco: Mandar parte do grupo antes para a Bolívia enfraquece o time contra o Flamengo.

  2. O Desgaste Logístico: Três horas de carro em subida após o desembarque na Bolívia.

  3. A Ausência de Lideranças: Sem Bastos e Marçal, o time perde o "grito" dentro de campo em momentos de pressão.

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Por Thiago Guedes

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