O Botafogo vive um dia de definições cruciais para o seu futuro a curto e longo prazo. Nesta terça-feira, o clube encaminhou o acerto com a Mizuno para ser sua nova fornecedora de material esportivo a partir do meio de 2026, substituindo a Reebok. A negociação, intermediada pela Vulcabras, garante ao Glorioso a manutenção da liberdade criativa no design dos uniformes, um ponto honrado pela gestão de John Textor.
Além do bastidor comercial, o clima ferve no campo e na federação. Após a derrota por 2 a 0 para o Vasco em um gramado castigado pela chuva em São Januário, o técnico Martín Anselmi e a diretoria lidam com as críticas da Ferj sobre a escalação do time. Simultaneamente, o elenco se prepara para uma sequência pesada de clássicos, com ingressos esgotados para o duelo contra o Fluminense e a definição da data do confronto contra o Flamengo.
1. Mizuno é a nova fornecedora: O que muda no uniforme alvinegro?
O Botafogo já tem um novo parceiro para estampar sua camisa. O clube encaminhou o acerto com a Mizuno, marca japonesa de renome mundial, para assumir o material esportivo a partir de julho de 2026. O contrato possui validade até o final de 2029, garantindo estabilidade e um novo aporte financeiro para a SAF. A distribuição será operada pela Vulcabras, gigante do setor que já gerencia marcas como Olympikus e Under Armour no Brasil.
Um detalhe fundamental para o torcedor é a autonomia. Assim como ocorria com a Reebok, o Botafogo continuará detendo a liberdade de desenhar suas próprias peças junto aos departamentos de branding e criação. Isso evita os modelos "template" que muitas marcas internacionais impõem aos clubes, permitindo que a identidade visual alvinegra seja respeitada em cada detalhe das listras.
Estrategicamente, a mudança para a Mizuno representa um passo de consolidação no mercado premium. A marca é conhecida pela tecnologia de ponta e alta performance, o que alinha o Botafogo a um padrão global de qualidade. Com a saída da Reebok no próximo mês de junho, a transição promete ser um dos grandes marcos comerciais do clube neste ano de 2026.
2. Dívidas sob controle: Botafogo paga parcela milionária do RCE
A saúde financeira do Botafogo segue como prioridade na gestão administrativa. O clube efetuou o pagamento regular de mais uma parcela do Regime Centralizado de Execuções (RCE), no valor de R$ 1.452.553,85. O movimento mantém o Glorioso em dia com suas obrigações trabalhistas, evitando penhoras e sanções que assombraram o clube em décadas passadas.
Atualmente, o saldo devedor total na esfera trabalhista ultrapassa os R$ 135 milhões. Pela Lei da SAF, o clube dispõe de um prazo de 10 anos para a quitação total. Embora o ritmo atual de pagamentos sugira que a dívida levaria cerca de sete anos e oito meses para ser extinta — o que está dentro da margem de segurança — o cumprimento rigoroso do cronograma traz tranquilidade para o investidor John Textor e para os credores.
Essa estabilidade no RCE é o que permite ao Botafogo ir ao mercado e buscar reforços de peso, como Joaquín Correa. Sem o risco de bloqueios judiciais imediatos, o fluxo de caixa torna-se mais previsível, permitindo que a diretoria foque no crescimento técnico e na modernização da infraestrutura, enquanto o passivo histórico é reduzido mês a mês.
3. Clássico com o Flamengo definido para o Domingo de Carnaval
A Ferj confirmou os detalhes das quartas de final do Campeonato Carioca 2026, e o torcedor alvinegro já tem compromisso marcado para o feriado. O clássico Botafogo x Flamengo acontecerá no domingo de Carnaval, dia 15 de fevereiro, às 17h30, no Estádio Nilton Santos. A partida terá transmissão exclusiva da TV Globo e do Premiere, prometendo parar o Rio de Janeiro em meio à folia.
O regulamento é direto: em caso de empate nos 90 minutos, a decisão da vaga para a semifinal será nos pênaltis. Não há vantagem para o time de melhor campanha nesta fase específica. Quem sair vitorioso avança na busca pelo título estadual, enquanto o derrotado restará a disputa da Taça Rio, um cenário que o Glorioso quer evitar a todo custo após uma fase de grupos consistente.
Abaixo, veja o cronograma completo das quartas de final:
Tabela das Quartas de Final - Carioca 2026
| Data | Jogo | Local | Transmissão |
| 13/2 (Sex) - 17h | Madureira x Boavista | Conselheiro Galvão | Premiere |
| 14/2 (Sáb) - 21h30 | Vasco x Volta Redonda | São Januário | SporTV / Premiere |
| 15/2 (Dom) - 17h30 | Botafogo x Flamengo | Nilton Santos | Globo / Premiere |
| 16/2 (Seg) - 18h | Fluminense x Bangu | Maracanã | SporTV / Premiere |
4. Ingressos esgotados: Torcida alvinegra invade o Maracanã contra o Fluminense
A força da torcida do Botafogo se provou mais uma vez nesta segunda-feira. Em poucos minutos, os sócios-torcedores esgotaram toda a carga de ingressos destinada aos visitantes para o clássico contra o Fluminense, que ocorre nesta quinta-feira (12/2), às 19h30, pelo Campeonato Brasileiro. A procura foi tão intensa que a carga terminou antes mesmo da abertura para o público geral.
O setor Norte do Maracanã, onde ficará a torcida alvinegra, representa apenas 10% da capacidade total permitida para o confronto, mas o barulho promete ser proporcional à importância do jogo. O duelo é vital para as pretensões do Glorioso na tabela da Série A, especialmente após o tropeço com o time reserva no estadual.
Este comportamento da torcida reforça o engajamento com o programa de sócio-torcedor. Com a alta demanda, estar em categorias superiores do plano tornou-se a única garantia de conseguir um lugar em clássicos e jogos decisivos fora de casa, evidenciando o sucesso comercial do modelo implementado pela SAF.
5. Polêmica com a Ferj: O embate sobre o time principal no Carioca
O clima entre Botafogo e Ferj azedou após as críticas de Martín Anselmi sobre a obrigatoriedade de escalar o time titular. A federação emitiu uma nota oficial lamentando as falas do treinador, utilizando um tom rebuscado para defender o regulamento que exige atletas do elenco principal após a terceira rodada. O clube, que desejava poupar seus jogadores visando o Brasileirão e competições continentais, viu-se forçado a mudar o planejamento.
A situação gerou debate na mídia esportiva. André Rizek, do SporTV, saiu em defesa do clube, classificando a imposição como um retrocesso que ignora o calendário extenuante dos clubes brasileiros. Para o comentarista, usar o estadual como laboratório deveria ser um direito de quem paga as contas, especialmente em jogos que não alteram a classificação do líder.
Por outro lado, houve críticas internas à organização do clube. Renata Mendonça pontuou que, embora o regulamento seja peculiar ao Rio, a diretoria deveria ter municiado Anselmi com essas informações antes da publicação das listas de relacionados. O "vaivém" de nomes na convocação expôs uma falha de comunicação que acabou culminando na derrota para o Vasco com um time desfigurado.
6. Rafael Klein apita o Clássico Vovô sob olhar atento do Botafogo
A CBF definiu a arbitragem para o confronto entre Fluminense e Botafogo, e o nome escolhido traz lembranças amargas ao torcedor: Rafael Rodrigo Klein. O árbitro gaúcho volta a apitar um jogo do Glorioso pela primeira vez desde a polêmica expulsão de Gregore na Copa do Brasil de 2024, lance que muitos especialistas consideraram o estopim para a eliminação do clube na época.
O histórico de Klein com o Botafogo não é favorável. Em quatro partidas comandadas por ele, o Alvinegro sofreu três derrotas e conquistou apenas uma vitória (um 3 a 0 sobre o Atlético-MG). Recentemente, o árbitro esteve na final da Supercopa do Brasil entre Corinthians e Flamengo, demonstrando que goza de prestígio junto à comissão de arbitragem da CBF, apesar das críticas do passado.
Para o clássico de quinta-feira, a pressão será dobrada. Em um campeonato de pontos corridos como o Brasileirão, erros de interpretação podem custar caro. O Botafogo entra em campo não apenas contra o rival, mas vigilante quanto à condução disciplinar da partida, esperando que o futebol seja o único protagonista no Maracanã.
7. Joaquín Correa: A estrela argentina se aproxima da estreia
A notícia que o torcedor mais esperava: Joaquín "Tucu" Correa está treinando com o grupo no CT Lonier. O clube divulgou imagens do atacante argentino participando das atividades de forma integrada, o que indica que ele superou a fase de transição física. Correa ainda não estreou em 2026 devido a um problema físico não detalhado pelo departamento médico, mas a evolução é nítida.
Embora o Botafogo mantenha cautela e mistério sobre a escalação, a expectativa é que ele possa ser relacionado já para o clássico contra o Fluminense. Correa chega com o status de titular absoluto e peça fundamental para elevar o patamar técnico do ataque alvinegro, trazendo experiência europeia e poder de finalização.
A presença de "Tucu" no treinamento coletivo muda o ânimo do vestiário. Com a sequência de jogos decisivos contra Flamengo e os duelos da Libertadores batendo à porta, ter um jogador desse calibre à disposição é o reforço emocional e técnico que Martín Anselmi precisa para estancar a sequência de jogos sem vitória.
8. Léo Linck e a sinceridade após derrota: "É uma merda perder"
Após a derrota por 2 a 0 para o Vasco, o goleiro Léo Linck não usou clichês para descrever o sentimento do grupo. Em entrevista franca, ele disparou que "é uma merda perder", refletindo a frustração de um time que, mesmo mesclado com jovens do sub-20, entrou em campo para honrar a camisa. Linck destacou que as condições do gramado impediram o Botafogo de praticar seu jogo habitual de posse e troca de passes.
Apesar do resultado negativo, o arqueiro fez questão de elogiar a postura dos garotos da base. Para ele, os jovens "se portaram muito bem e disputaram muito", enfrentando um clássico em condições adversas de clima e campo. A fala de Linck ecoa como uma liderança positiva dentro de um elenco que busca se reerguer rapidamente.
O foco agora é o "modo vitória". O Botafogo acumula três partidas sem vencer, uma marca incômoda para quem pretende brigar por todos os títulos da temporada. Léo Linck ressaltou que a mentalidade para quinta-feira deve ser de superação total, independentemente de quem entrar em campo no próximo clássico.
9. Gramado de São Januário: O polêmico relatório do delegado da Ferj
Um fato que gerou revolta nos bastidores do Botafogo foi o relatório da partida contra o Vasco. Mesmo com o campo visivelmente alagado e a bola sem rolar em diversas poças, o delegado Marcelo Vianna classificou o gramado de São Januário como "em bom nível" e "nivelado em toda extensão". As imagens da transmissão mostraram o contrário: um lamaçal que prejudicou a integridade física dos atletas.
O jogo começou com 30 minutos de atraso devido ao temporal, mas a drenagem não deu conta do volume de água. O Botafogo, que preza pelo futebol de construção, foi o mais prejudicado pela falta de condições técnicas, sendo obrigado a apelar para ligações diretas e divididas ríspidas, o que descaracterizou o estilo implementado por Anselmi.
Essa discrepância entre o que se viu em campo e o que foi relatado no documento oficial só aumenta a tensão entre o clube e a federação. O Botafogo entende que a manutenção de jogos em campos nessas condições coloca em risco o patrimônio do clube (os jogadores) e fere a qualidade do espetáculo, algo inaceitável para o nível de profissionalismo que a SAF busca imprimir.
10. Bastos e Barboza: A voz da experiência na defesa alvinegra
O sistema defensivo do Botafogo ganha reforços morais importantes. O zagueiro angolano Bastos, que passou um longo período sem atuar, celebrou o retorno aos 90 minutos nos últimos clássicos. Ele admitiu estar em fase de adaptação física, mas projetou evolução constante para os desafios contra Flamengo e Nacional Potosí. Sua experiência internacional é vista como um pilar para dar segurança aos mais jovens.
Ao seu lado, Alexander Barboza assumiu a braçadeira de capitão e não escondeu o orgulho. O zagueiro analisou a maratona de jogos e saiu em defesa da "garotada" do sub-20 que foi sacrificada no clássico contra o Vasco. Barboza enfatizou que, mesmo com um jogador a menos e em um campo impraticável, os meninos entregaram 100%.
A união entre os veteranos da defesa e os jovens talentos é o trunfo do Botafogo para atravessar fevereiro. Com a liderança de Barboza e a volta técnica de Bastos, o setor ganha corpo para enfrentar a sequência de ataques poderosos que terá pela frente. A palavra de ordem no CT Lonier é resiliência para transformar o bom desempenho defensivo em vitórias.
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