O Botafogo estreou na Copa Libertadores de 2026 com um resultado adverso. Jogando a quase 4 mil metros de altitude, o Alvinegro foi derrotado pelo Nacional Potosí por 1 a 0 nesta quarta-feira (18/02), no Estádio Víctor Agustín Ugarte. O gol da vitória boliviana foi marcado por Baldomar, logo no início do segundo tempo.
Apesar do revés na partida de ida da segunda fase preliminar, o cenário não é de terra arrasada. O Glorioso dominou momentos cruciais e pecou na finalização, com Matheus Martins e Álvaro Montoro perdendo gols feitos. Agora, o time de Martín Anselmi precisa de uma vitória por dois gols de diferença no Rio de Janeiro para avançar diretamente na competição continental.
Análise do Jogo: Estratégia e o peso do ar rarefeito
O técnico Martín Anselmi montou uma estratégia clara para enfrentar os 3.900 metros de Potosí: compactação e contra-ataque. No primeiro tempo, o Botafogo soube sofrer. A equipe suportou a pressão inicial e as bolas longas dos bolivianos, contando com boas intervenções de Léo Linck e a segurança de Alexander Barboza.
Entretanto, o futebol pune a falta de eficácia. Aos 44 minutos da etapa inicial, Matheus Martins teve a bola do jogo. Cara a cara com o goleiro, o atacante finalizou para fora. Na altitude, onde o oxigênio é escasso, desperdiçar uma oportunidade dessas é fatal, pois o desgaste físico impede que o time crie o mesmo volume de chances repetidamente.
O golpe fatal no segundo tempo
A volta do intervalo foi um balde de água fria. Antes mesmo que o sistema defensivo se reajustasse, uma jogada ensaiada em falta lateral resultou no gol de Baldomar. O Botafogo ainda teve uma chance inacreditável com Álvaro Montoro, que acertou a trave dentro da pequena área, mas o cansaço cobrou o preço final, impedindo uma reação mais incisiva nos minutos finais.
O impacto da derrota no planejamento de 2026
Como analista, é preciso pontuar que esta derrota não é um atestado de incapacidade técnica, mas sim um alerta sobre a profundidade do elenco e a precisão em torneios de mata-mata. O Botafogo mostrou que é tecnicamente superior ao Nacional Potosí, mesmo sob condições geográficas adversas. A movimentação de Jordan Barrera e a classe de Montoro provam que o time tem repertório.
Por outro lado, a dependência de decisões individuais no ataque preocupa. Matheus Martins, em uma noite infeliz, simbolizou a ansiedade de uma equipe que ainda busca maturidade internacional. O impacto imediato é psicológico: o time terá que lidar com a pressão de um Nilton Santos lotado precisando do resultado, o que pode gerar espaços para contra-ataques perigosos dos bolivianos na volta.
Pontos positivos e negativos em Potosí:
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Resistência Física: O time não "desmoronou" fisicamente, conseguindo competir até o fim.
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Sistema Defensivo: Barboza e Alex Telles mostraram experiência em competições sul-americanas.
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Falta de Pontaria: O Botafogo finalizou pouco em direção ao gol considerando as chances claras que teve.
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Transição Lenta: Em alguns momentos, a saída de bola com Mateo Ponte foi perigosa e lenta.
Estatísticas e Ficha Técnica: Nacional Potosí 1 x 0 Botafogo
Abaixo, os detalhes do confronto que obriga o Glorioso a buscar a virada no Rio de Janeiro.
| Categoria | Detalhes |
| Data e Hora | 18/02/2026 às 21h30 |
| Local | Estádio Víctor Agustín Ugarte (Bolívia) |
| Gol | Baldomar (1'/2ºT) |
| Destaque Positivo | Álvaro Montoro (Nota 7,0) |
| Destaque Negativo | Matheus Martins (Nota 3,0) |
| Árbitro | Augusto Aragón (Equador) |
Atuações: Quem brilhou e quem decepcionou na Bolívia
A performance individual em jogos de altitude é sempre oscilante. No Botafogo, tivemos extremos técnicos que definiram o placar magro.
Os Melhores
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Álvaro Montoro (7,0): O jovem mostrou uma personalidade incrível. Conseguiu reter a bola, ditar o ritmo e quase empatou o jogo. É o sopro de criatividade que o time precisa.
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Alexander Barboza (6,5): Um xerife. Não se intimidou com a velocidade da bola e ganhou quase todos os duelos aéreos.
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Léo Linck (6,0): Passou segurança. Na altitude, a bola faz trajetórias imprevisíveis, e ele foi muito bem nos chutes de longa distância.
Os Piores
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Matheus Martins (3,0): Noite para esquecer. Perdeu o gol que mudaria a história da eliminatória e pareceu desconectado do ritmo da partida.
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Mateo Ponte (3,5): Muitos erros de passe na saída de bola, o que gerou contra-ataques desnecessários para o adversário.
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Lucas Villalba (4,0): Entrou para dar fôlego, mas entregou muita correria e pouca produtividade técnica.
O Caminho para a Classificação
Para avançar à terceira fase preliminar (onde enfrentará Argentinos Juniors ou Barcelona-EQU), o Botafogo tem um caminho claro: o fator casa. No Estádio Nilton Santos, sem o ar rarefeito, a tendência é que o volume de jogo alvinegro sufoque o Nacional Potosí.
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Vitória por 2 ou mais gols: Classificação direta.
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Vitória por 1 gol: Decisão nos pênaltis.
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Empate ou derrota: Eliminação precoce.
O técnico Martín Anselmi terá uma semana para ajustar o posicionamento ofensivo. A expectativa é que o time seja muito mais agressivo desde o primeiro minuto, aproveitando a velocidade do gramado sintético, que costuma dificultar a vida de times que jogam apenas em altitudes elevadas.
Calendário Curto
Antes da decisão na Libertadores, o Botafogo cumpre compromisso pelo Campeonato Carioca (Taça Rio) contra o Boavista. É provável que Anselmi utilize um time alternativo para preservar os titulares para a "final" contra os bolivianos.
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