O Botafogo encara nesta quarta-feira (18/02), às 21h30 (de Brasília), o seu maior desafio físico e psicológico da temporada 2026. O confronto contra o Nacional Potosí, válido pela segunda fase preliminar da Conmebol Libertadores, acontece no Estádio Víctor Agustín Ugarte, a quase 4.000 metros de altitude. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN, Disney+ e GE TV.
Para este duelo crucial, o técnico Martín Anselmi enfrenta uma crise de desfalques, com oito jogadores fora de combate, incluindo peças-chave como Danilo e Arthur Cabral. O Glorioso busca interromper uma sequência de cinco derrotas consecutivas, apostando em uma logística especial que enviou parte do elenco antecipadamente à Bolívia para mitigar os efeitos do ar rarefeito e a velocidade da bola.
A Ciência por trás da sobrevivência em Potosí
Enfrentar o Nacional Potosí não é apenas um duelo tático entre Anselmi e Leonardo Égüez; é uma batalha contra a fisiologia humana. A 3.960 metros acima do nível do mar, a pressão parcial de oxigênio é drasticamente menor, o que reduz a capacidade aeróbica dos atletas em até 20% a 30%.
O Botafogo foi estratégico. A decisão de enviar nove jogadores, liderados pelo goleiro Léo Linck, com cinco dias de antecedência, visa a aclimatação hematológica. O restante do grupo seguiu uma estratégia de "impacto": dormir em Sucre (2.800m) e subir para Potosí apenas horas antes do apito inicial em veículos 4x4. Essa divisão do elenco mostra que o departamento médico e a comissão técnica estão priorizando a resistência física sobre o entrosamento total nos treinos finais.
O impacto para o projeto Botafogo 2026
Do ponto de vista institucional, este jogo é um divisor de águas. Após um início de ano conturbado e cinco reveses seguidos, uma derrota pesada na altitude pode desestabilizar o trabalho de Anselmi. No entanto, um empate ou uma derrota por margem mínima será visto como uma vitória logística, transferindo a decisão para o "caldeirão" do Nilton Santos. A autoridade do Botafogo no cenário sul-americano passa por saber sofrer em condições onde o futebol se torna secundário ao fôlego.
Onde assistir Nacional Potosí x Botafogo
Os torcedores que desejam acompanhar cada lance deste duelo decisivo terão múltiplas opções de transmissão, abrangendo TV fechada e streaming:
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TV Fechada: ESPN (cobertura completa com pré-jogo).
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Streaming: Disney+ (transmissão simultânea em alta definição).
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Digital: GE TV (YouTube), ideal para quem busca interação em tempo real.
Prováveis Escalações e Prancheta Tática
O Botafogo deve entrar em campo com uma postura mais conservadora. Sem Arthur Cabral, o time perde a referência de pivô, o que sugere um ataque mais móvel com Villalba e Kadir. A presença de Alex Telles será vital para ditar o ritmo e evitar corridas desnecessárias que esgotem o oxigênio precocemente.
Provável escalação do Botafogo:
Léo Linck; Mateo Ponte (Justino), Bastos e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Wallace Davi (Jordan Barrera) e Alex Telles; Villalba, Kadir e Álvaro Montoro.
Técnico: Martín Anselmi.
Provável escalação do Nacional Potosí:
Galindo; Baldomar, Ávila, Restrepo e Pavia; Orellana, Otormin e William Álvarez; Hoyos, Maxi Núñez e Tobar.
Técnico: Leonardo Égüez.
Raio-X dos Desfalques: A lista que preocupa a torcida
A situação clínica do Alvinegro é o maior adversário interno. A ausência de Danilo no meio-campo retira a proteção à zaga, enquanto a falta de Arthur Cabral reduz o poder de fogo em um jogo onde as poucas chances criadas precisam ser convertidas.
Lista de ausências do Glorioso:
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Kaio Pantaleão: Lesão multiligamentar no joelho (fora da temporada).
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Marçal: Estiramento no joelho direito.
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Allan: Em tratamento fisioterápico.
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Danilo & Arthur Cabral: Afastados por questões médicas de última hora.
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Santi Rodríguez: Problemas no joelho direito.
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Joaquín Correa: Em fase de transição física.
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Chris Ramos: Lesão muscular.
O Adversário: Quem é o Nacional Potosí?
Não se engane pelo histórico modesto do Nacional Potosí em Libertadores. O clube chega embalado pelo título da Copa Paceña 2025, onde aplicou um sonoro 4 a 1 sobre o tradicional Bolívar. A equipe boliviana utiliza a altitude como sua "12ª jogadora", imprimindo um ritmo acelerado nos primeiros 20 minutos para sufocar o visitante.
Pontos fortes do adversário:
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Remates de longa distância (a bola viaja mais rápido e faz menos curva).
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Transição rápida pelos lados com Hoyos e Maxi Núñez.
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Adaptação total ao gramado e ao tempo de bola no Ugarte.
Tabela Comparativa: O Momento das Equipes
| Critério | Botafogo (BRA) | Nacional Potosí (BOL) |
| Últimos 5 jogos | 5 Derrotas | 3 Vitórias, 1 Empate, 1 Derrota |
| Altitude da sede | Nível do mar | 3.960 metros |
| Principal Destaque | Alex Telles (Experiência) | Tobar (Artilheiro) |
| Objetivo | Fase de Grupos | Fazer história na competição |
O Caminho para a Classificação
O regulamento da Libertadores não conta mais com o gol qualificado (fora de casa) como critério de desempate. Isso muda a estratégia de Anselmi. O foco é manter a posse de bola defensiva, o chamado "gelo no jogo", para diminuir o ímpeto boliviano.
Pontos-chave para o Botafogo não sair derrotado:
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Compactação: As linhas defensivas precisam estar próximas para evitar perseguições longas.
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Chutes de fora da área: Com a bola mais leve, jogadores como Newton e Villalba devem testar o goleiro Galindo.
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Gestão de Energia: Substituições precoces serão necessárias assim que os primeiros sinais de hipóxia surgirem.
A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira, no Estádio Nilton Santos. Lá, o cenário se inverte, e o Botafogo terá a obrigação de ditar o ritmo diante de sua torcida. Mas, para que o jogo no Rio de Janeiro seja uma celebração, o sobrevivencialismo em Potosí é o primeiro passo obrigatório.
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