O Botafogo vive uma terça-feira agitada com o desdobramento do último clássico e a preparação para o Campeonato Brasileiro. Mesmo com a derrota para o Fluminense por 1 a 0 no Nilton Santos, o clima no Alvinegro é de observação e ajustes. O técnico Martín Anselmi aproveitou a partida para testar peças importantes, como o goleiro Léo Linck e o zagueiro Bastos, que retornou após longo período.
Além das questões de campo, os bastidores fervem com a indefinição do local do clássico contra o Vasco e a curiosa situação de Cuiabano, que está perto de um rival devido ao transfer ban que ainda assombra General Severiano. Nesta cobertura, detalhamos os 10 pontos cruciais que movimentam o Glorioso hoje, desde a escalação de arbitragem para o duelo contra o Grêmio até o serviço de ingressos para o torcedor.
1. Disputa aberta no gol: Léo Linck brilha e pressiona Neto
A derrota no clássico contra o Fluminense trouxe uma dor de cabeça positiva para o técnico Martín Anselmi. O goleiro Léo Linck, que recebeu a oportunidade de ser titular, teve uma atuação de gala no Nilton Santos. Com seis defesas cruciais, sendo três em finalizações cara a cara, ele foi eleito o melhor em campo pelo Botafogo em plataformas de estatísticas.
Anselmi deixou claro que a titularidade não tem dono. Neto começou jogando as partidas anteriores contra Bangu e Cruzeiro, mas Linck já havia sido o escolhido na estreia do técnico contra o Volta Redonda. O treinador argentino ressaltou que a competitividade interna "é justa" e que o nível elevado de ambos os arqueiros beneficia diretamente as pretensões do clube na temporada 2026.
Para o Botafogo, ter dois goleiros de alto nível é fundamental, especialmente considerando o calendário apertado que inclui o Brasileirão e competições continentais. A análise técnica mostra que, enquanto Neto oferece maior saída de bola com os pés, Linck demonstrou um reflexo apurado em bolas de curta distância, tornando a escolha de Anselmi puramente estratégica para cada adversário.
2. Botafogo pode ser o "carrasco" do Vasco na Taça Guanabara
Embora o Botafogo já esteja com sua vaga carimbada para as quartas de final do Campeonato Carioca, o próximo domingo reserva um ingrediente de "pimenta" no clássico contra o Vasco. O rival não conseguiu vencer o Madureira e chega na última rodada em uma situação desesperadora: ainda sem vaga garantida no G-4.
Se o Botafogo vencer ou empatar com o Vasco, o Cruz-Maltino corre o risco de cair para o "Grupo X" (o torneio de consolação), dependendo do resultado do jogo do Sampaio Corrêa. Para o Glorioso, além da rivalidade, o jogo serve para manter o ritmo competitivo e buscar uma melhor colocação geral, o que pode garantir vantagens de mando de campo nas fases decisivas.
Criticamente, essa situação coloca o Botafogo em uma posição de poder. Anselmi pode optar por um time misto para preservar atletas para o Brasileiro, ou entrar com força máxima para eliminar um concorrente direto ao título estadual. O impacto psicológico de empurrar o rival para um grupo secundário no início de 2026 seria um combustível extra para a torcida alvinegra.
3. Público no Niltão: A soberania da torcida alvinegra
Os números do borderô do clássico contra o Fluminense revelaram um domínio absoluto dos botafoguenses nas arquibancadas. Apesar da carga de ingressos dividida igualmente por regulamento, a torcida do Botafogo representou 77% do público pagante. Foram mais de 5.600 alvinegros contra apenas 1.685 tricolores no setor Oeste.
Mesmo com a chuva forte e o horário ingrato das 20h30 de um domingo, a massa alvinegra compareceu em peso, comprovando a fidelidade em um momento onde o time entrou em campo já classificado. Financeiramente, no entanto, o jogo deu prejuízo: um déficit de R$ 74.619,31 dividido entre os clubes, evidenciando as dificuldades financeiras de organizar clássicos com públicos reduzidos no atual formato do Carioca.
Essa disparidade de público mostra que o Botafogo recuperou a confiança de sua base de torcedores após os títulos de 2024. A presença maciça, mesmo em jogos de menor apelo comercial, é um indicativo de que o programa de sócio-torcedor continua forte, embora a renda líquida negativa acenda um alerta para a diretoria sobre os custos operacionais do Nilton Santos.
4. Polêmica de São Januário: O acordo de torcida única (5%)
O clássico do próximo domingo entre Vasco e Botafogo tem um impasse logístico. Pelo regulamento, os clássicos devem ter divisão de 50/50, mas São Januário não oferece segurança para tal divisão. Com o Maracanã ocupado por Flamengo e Fluminense no mesmo final de semana, a solução proposta pela Ferj é um acordo de "excepcionalidade".
Para que o jogo ocorra na Colina Histórica, o Botafogo precisa concordar formalmente em abrir mão de seus 50% de carga de ingressos, aceitando apenas 5% (ou 10%) como visitante. No ano de 2025, uma situação idêntica ocorreu e o Glorioso aceitou o acordo, perdendo a partida por 1 a 0. A diretoria alvinegra avalia se o desgaste de viajar para Volta Redonda é pior do que jogar em um ambiente hostil com torcida reduzida.
Tabela de Opções para o Local do Clássico
| Estádio | Capacidade Botafogo | Logística | Veredito |
| Maracanã | 50% | Impossível (agenda) | Descartado |
| Raulino de Oliveira | 50% | Viagem cansativa | Plano B |
| São Januário | 5% a 10% | No Rio (conforto) | Depende de Acordo |
5. Arbitragem definida para Grêmio x Botafogo
A CBF já definiu quem apita o duelo entre Grêmio e Botafogo nesta quarta-feira (4/2) pelo Brasileirão. O mineiro Felipe Fernandes de Lima será o árbitro principal. O nome traz lembranças mistas para o torcedor: em 2025, ele marcou um pênalti contra o Botafogo de forma equivocada, mas acabou sendo corrigido pelo VAR.
Apesar dos sustos, o retrospecto do Botafogo com este árbitro é positivo: em 7 jogos, são 3 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota. Em um campeonato tão equilibrado quanto o Brasileirão de 2026, ter um árbitro experiente, mesmo com histórico de erros corrigidos, é um fator de atenção máxima para a comissão técnica de Anselmi.
6. O drama de Cuiabano: Transfer ban empurra lateral para o Vasco
Uma das notícias mais amargas para o torcedor nesta terça é o destino de Cuiabano. Campeão em 2024 pelo Glorioso, o lateral-esquerdo não teve espaço no Nottingham Forest e o caminho natural seria o retorno ao Botafogo. Contudo, o clube segue sob transfer ban, impedido de registrar novos atletas há mais de um mês.
Com as mãos atadas, o Botafogo viu o Vasco agir rápido e fechar o empréstimo do jogador por € 1 milhão. É um golpe estratégico duro, pois Cuiabano conhece o elenco alvinegro e era uma peça querida. A chegada do alemão Luca Netz ao Forest selou de vez a saída do brasileiro da Inglaterra, evidenciando que o Botafogo perdeu um reforço pronto por questões burocráticas e financeiras.
7. Retorno de Bastos: Um "reforço" interno após um ano
Após 364 dias de espera e uma grave lesão no joelho, o zagueiro angolano Bastos finalmente voltou a atuar de forma oficial. Ele foi titular no clássico contra o Fluminense e, para surpresa de muitos, suportou os 90 minutos de jogo. Sua última partida oficial havia sido em fevereiro de 2025.
Anselmi elogiou a resiliência do defensor, afirmando que "ninguém duvida de sua qualidade". O retorno é estratégico, pois o Botafogo sofre com a escassez de zagueiros devido às vendas de David Ricardo e ao próprio transfer ban que impede a regularização de novos nomes como Ythallo. Bastos agora corre contra o tempo para recuperar o ritmo competitivo de elite.
8. Ingressos para o Sul: Check-in aberto para Grêmio x Botafogo
O torcedor que pretende apoiar o Glorioso em Porto Alegre já pode se organizar. Os sócios Camisa 7 têm 50% de desconto na compra via site da Ingresse. O valor para não-sócios é de R$ 95,00. Um detalhe importante para 2026: o acesso à Arena do Grêmio será exclusivamente via reconhecimento facial, sendo obrigatório o cadastro no ato da compra.
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Setor: Superior Sul (ADV)
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Abertura de portões: 19h30 (Portão 6)
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Documentação: Meia-entrada exige comprovante rigoroso (UNE/UBES).
9. Análise da Mídia: Eric Faria e Roger Flores aprovam testes
Os comentaristas esportivos avaliaram como "correta" a postura de Anselmi no clássico. Para Eric Faria, o foco no Brasileirão justifica a escalação reserva, permitindo que o técnico observasse quem realmente tem condições de brigar por vaga. Roger Flores reforçou que o Botafogo entrou em campo com a "tranquilidade de quem já fez o dever de casa" nas rodadas anteriores.
Essa análise tira o peso da derrota por 1 a 0. O impacto interno é de aprendizado. Jogadores que estavam "esquecidos" ganharam minutos e a estrutura tática se manteve coesa, mesmo sem o brilho individual dos titulares.
10. Perspectivas para a sequência de 2026
O Botafogo de 2026 mostra-se um time mais maduro, mas ainda refém de sua saúde financeira (o transfer ban). A capacidade de Anselmi em gerir o elenco será o diferencial. Com Bastos voltando e a luta no gol acirrada, o time ganha profundidade, mas a perda de Cuiabano para um rival direto mostra que a diretoria precisa resolver as pendências jurídicas com urgência.
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