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A Transformação Histórica do Botafogo: De Quase Falido ao Topo do Futebol Brasileiro

A Jornada do Alvinegro Rumo ao Sucesso e a Revolução Comandada por John Textor

Data Publicação29/03/2024
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A Transformação Histórica do Botafogo: De Quase Falido ao Topo do Futebol Brasileiro

O Botafogo, um dos clubes mais tradicionais do Brasil, vivenciou uma transformação notável nos últimos anos. Até 2021, o clube carioca enfrentava uma realidade sombria, marcada por dificuldades financeiras severas e uma posição desfavorável na Série B do Campeonato Brasileiro, sem perspectivas de melhoria no horizonte. No entanto, a adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a chegada do investidor americano John Textor em 2022 acenderam a chama da esperança e marcaram o início de uma nova era de prosperidade e sucesso para o Glorioso.

O Processo de Renascimento do Botafogo

O Caminho Para a SAF

Sob a liderança do presidente Durcesio Mello, o Botafogo embarcou em uma jornada de dois anos para se tornar uma SAF, um projeto ambicioso que exigiu a colaboração de diversas figuras eméritas com expertise em fusões, aquisições e estruturação societária. A chegada da Eagle Holding, representada por John Textor, não apenas proporcionou o capital necessário para a revitalização do clube, mas também estabeleceu uma parceria baseada no respeito mútuo e na visão compartilhada de um futuro brilhante para o Alvinegro.

Sobre a nossa SAF, tenho que voltar um pouco para dizer que trabalhamos dois anos nesse projeto, várias figuras eméritas, algumas com capacidade de fazer SAF, fusão e aquisição, trabalhamos para fazer acordo de acionistas bom para o Botafogo e para os investidores. Quando veio a Eagle, a parceria tem sido muito boa. É óbvio que no futebol a palavra final é sempre do John Textor e da equipe dele, mas participo, nos falamos frequentemente, virou um amigo. O Botafogo deu muita sorte de ter John Tetor como investidor, não só porque é amante do futebol, em vez só de investidor, mas porque gosta muito do Botafogo, que fez com que ele se apaixonasse pelo Mais Tradicional. Tenho relação boa com ele, inclusive faço parte do Conselho de Administração da SAF. É John Textor, eu e mais três americanos. Frequentemente temos reuniões para discutir assuntos do dia a dia, estou sempre monitorando isso. Não participo do dia a dia do futebol, porque prefiro não, embora dê pitacos e fale com os dirigentes. O mais importante, com a cisão, é que John entende que é importante o clube estar forte e ter boa imagem, porque ajuda no futebol. E vice-versa. Daí que vem minha ação após a virada de chave em 11 de março de 2022, aí passei a me dedicar por mais tempo ao clube.

A Revolução John Textor

John Textor emergiu não apenas como um investidor, mas como um verdadeiro aficionado pelo Botafogo, dedicando-se à reconstrução do clube tanto dentro quanto fora de campo. A sua abordagem, focada no fortalecimento da imagem e da estrutura do Botafogo, rapidamente se traduziu em melhorias tangíveis: a redução significativa da dívida do clube, a ampliação das receitas e a modernização das instalações e do elenco.

Temos um representante do Conselho Fiscal da SAF e eu sou do Conselho de Administração. E temos cláusulas no acordo de acionistas que têm que ser cumpridas. Por exemplo, nível de empréstimo, um percentual sobre a receita que não podem exceder. Se excederem, têm que explicar ao clube como vão consertar. Uma vez passou, rapidamente injetaram dinheiro e consertaram. Essa semana que passou me convidaram para ir ao estádio para me apresentarem o orçamento antes de levarem para o John Textor e para o Conselho de Administração. Existe esse respeito, esse monitoramento, de acompanhar, sei o que está acontecendo. Realmente houve um problema de transparência, de eu não passar algumas informações que o Conselho Fiscal do Botafogo pedia, isso já foi corrigido. Agora temos o orçamento de 2024 que vai ser aprovado e as contas de 2023 que já foram apresentadas, estamos só discutindo para chegar ao Conselho Fiscal do clube e aos beneméritos. Esse ano as coisas vão acertar e vamos estar em céu de brigadeiro.

Avanços Estruturais e Esportivos

Um Futuro Estruturado

Sob a gestão da SAF, o Botafogo expandiu sua equipe para 600 funcionários, incluindo jogadores profissionais e da base, e iniciou planos ambiciosos para a construção de um novo Centro de Treinamento. Este CT, planejado para abrigar nove campos e uma infraestrutura completa de suporte aos atletas, simboliza o compromisso do clube com a excelência esportiva a longo prazo.

Hoje a SAF tem 600 funcionários, incluindo os jogadores do profissional e da base. Nos preparamos muito. O Botafogo está começando a ficar em nível de estrutura igual ao de outros grandes clubes brasileiros, inclusive nas contratações. Hoje temos CFO, um diretor que veio do Flamengo, vamos contratar o diretor do Athletico-PR para a base, temos diretor de estádio, a estrutura de futebol, como scout. Isso é um legado que está ficando para o Botafogo. A única coisa que falta é o CT definitivo, que agora não posso falar, mas brevemente vamos ter notícias sobre o novo CT. Vamos usar o Lonier e mais um para fazer a integração base e profissional. Com a SAF, conseguimos negociar todas as dívidas trabalhistas e botar um RCE especial, que vamos pagar em 12 anos. Acabamos de fechar um acordo de recuperação extrajudicial, que inclui dívida inclusive minha, de 2008, que eu nem esperava receber. Estamos iniciando a renegociação da dívida fiscal, vamos entrar em outro modelo de acordo para pagamento. A nossa dívida há alguns atrás era o clube de maior dívida, depois outros clubes passaram. Quando virou SAF, era mais de R$ 1 bilhão. Hoje é um pouco acima de R$ 400 milhões (redução de R$ 600 milhões), toda ela equacionada, com correção justa, não é a Selic que matava a gente. Se o Textor saísse e assumíssemos o clube de novo, seria completamente viável, porque as dívidas estão equacionadas, em 15 anos o Botafogo terá zero de dívida. E aumentaram as receitas, estádio gera receita, temos um dos maiores patrocínios de camisa do Brasil, o clube está super viável. Esse ano ainda vai ter alguns soluços, mas ano que vem… Nosso orçamento é top-5, top-6 do Brasil. O Botafogo tem um futuro brilhante, antes era um clube que não tinha futuro. O que conseguimos com a SAF já faz o clube estar sempre brigando por títulos. Sempre brinco que começava o Campeonato Brasileiro como torcedor, ganhava um jogo, falava “faltam 41 pontos”, pensando quem sabe em Sul-Americana. Hoje estamos brigando lá em cima, se vamos ser campeões, não sei, mas vamos beliscar coisas. Agora temos um elenco fortíssimo, praticamente dois jogadores de nível para cada posição. Qual time do Brasil, tirando o Flamengo, tem ataque como o nosso? Podemos substituir um pelo outro. Chegou Óscar Romero em posição crítica para nós, só tinha o Eduardo. O elenco ficou muito fortalecido, ainda tem jogadores da base se fixando, quando o time está bem é mais fácil. Estamos bem preparados para um futuro, não estou falando desse ano, para um futuro. Se o John Textor resolvesse ir embora, o Botafogo hoje teria condições de gerir o clube.

No Campo: Rumo ao Topo

O impacto da transformação também é visível no desempenho esportivo do clube. Com um orçamento competitivo entre os maiores do Brasil, o Botafogo se estabeleceu como uma força a ser reconhecida, disputando títulos e atraindo talentos de alto nível para o elenco. A chegada de jogadores como Óscar Romero e o fortalecimento da base são testemunhos do novo patamar que o clube alcançou.

CT

Existe sim, está se negociando terreno juntamente com Lonier, que hoje tem três campo de alta qualidade. A ideia é conseguir outro terreno para fazer essa integração, onde treinassem em um lugar o profissional e o sub-20 e em outro o sub-17 e o sub-15. Têm que ser terrenos próximos que estamos em negociação, inclusive um da Prefeitura, que fala em ceder em comodato. Isso é importantíssimo para o futuro do clube. Senão o Botafogo vai ser sempre o comprador. Até pelo modelo de uma SAF, tem que ter a receita de base, jogadores formados que vão ajudar a conquistar títulos e futuramente serem vendidos. Não tem como ficamos só com aquisição de jogadores (...) Esse ano John já colocou mais que pelo acordo de acionistas, já botou R$ 100 milhões e comprou Luiz Henrique, está excedendo. A mesma coisa no CT, vai gastar dinheiro para construir CT de alto nível, com nove campos e toda estrutura que você possa imaginar, de fisiologia, fisioterapia, nutrição, restaurante. Tudo está a caminho, já atrasado, mas está caminho. Em breve vamos ter notícias de um novo CT, que junto com Lonier, vão construir essa estrutura. É da holding.

Desafios e Oportunidades

Apesar dos avanços, o Botafogo e John Textor enfrentam desafios significativos, como a necessidade de manter a transparência e de combater a corrupção no futebol brasileiro. Textor, em particular, tem sido vocal sobre sua intenção de expor e erradicar práticas corruptas no esporte, prometendo entregar evidências concretas às autoridades competentes.

Isso existe, não posso nem falar, porque há um acordo de confidencialidade. Evidências existem, na hora certa ele vai apresentar. Deixar bem claro que não é do Botafogo, essa empresa Good Game!, que foi contratada pela Ferj inclusive, tem evidências no Brasil e fora. Quando você tem, por exemplo, a máfia das apostas, que pegou vários jogadores, é muito provável imaginar que haja árbitro envolvido também. E não estamos falando só do Botafogo, vai ter algum jogo do Botafogo, sim, mas é do futebol (...) O que o John Textor pode trazer é um grande benefício para o futebol brasileiro. Em vez de ser massacrado, deveriam esperar ele montar o dossiê dele para apresentar, porque é um bem para o futebol. Tive oportunidade de ver algumas coisas, é impressionante. Não tem nada a ver com “o Botafogo perdeu o título”, é dissociado, inclusive há jogos que não são do Botafogo, são de Série A, de Série B, se não me engano 17 jogos. Na hora certa ele vai apresentar isso. Não posso falar mais porque sob acordo de confidencialidade.

Cuca

Quando acabou o jogo contra o Grêmio, em São Januário, o árbitro apitou, ele (Textor) me ligou e falou: “Liga para o Cuca”. Liguei, porque queria trazer, e ele disse que não estava disponível ainda porque o processo dele não tinha sido anulado, como veio a ser posteriormente, e não queria aceitar porque havia sofrido muito na época do Corinthians, pela repercussão que deu (...) Liguei de volta para ele (Textor) e disse que o Cuca não estava disponível. Aí, ele partiu para outras opções. Foi isso, esse contato existiu realmente. Não foi uma interferência minha, mas um pedido dele porque sabia que eu conhecia o Cuca. 

 

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Por Thiago Guedes

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